quinta-feira, 7 de abril de 2011

A indústria no Brasil e a classe operária

 A indústria no Brasil e a classe operária
 

O ínicio das atividades no Brasil
As primeiras indústrias surgiram no século XIX surgiram no Rio de Janeiro e São Paulo, logo depois elas avançaram para locais como Belo Horizonte, Belém, Porto Alegre, Recife e Salvador. Estas indústrias surgiram graças a produção de café, os cafeeiros, principalmente da região Sul, com o dinheiro do café exportado, investiram na criação de indústrias, importando as máquinas para produção e também foram graças aos cafeeiros que tivemos a grande participação do imigrante.
A Revolução Industrial aconteceu primeiramente na Europa, então a população européia fora uma das primeiras a se relacionar com estes equipamento, por isso a preferência de contratar imigrantes para trabalharem nas fábricas. Os imigrantes apareceram primeiro, no sistema de colonato, aquele sistema em que os imigrantes eram tratados quase como escravos nas produções cafeeiras. E logo depois, nas indústrias aparece no sistema assalariado. E esta entrada de imigrantes começou a ocorrer com mais frequência graças a abolição da escravatura, que fazia os cafeeiros buscarem como mão de obra os imigrantes.
A participação do imigrante era tão grande, que em São paulo, em 1893, 70% da classe operária era composta por imigrantes. E em Rio de Janeiro, apesar de ser menor, a participação era significativa, pois era 39%. 
As primeiras indústrias produziam bens de consumo não duráveis, como alimentos, e setor têxtil. Os capitais estrangeiros destinvam-se aos serviços urbanos,  transportes, comércio de exportação e setor bancário. As indústrias produziam na maioria artigos como tecidos, sapatos, fumo, biscoitos entre outros. Esta indústria se forataleceu mais ainda durante a 1º Guerra Mundial, os países que participavam da guerra precisavam de alimentos, fardas, e o Brasil fornecia estes produtos. A indústria tinha grande poder econômico, mas ele ainda tinha como base da economia, a agricultura, (um traço, que demonstrava os traços de que o Brasil era um país subdesenvolvido não industrializado) na exportação até a década de 1930. Em 1920 começou a aparecer indústrias de cimento e pequenas siderúrgicas que pobilitaram a produção de maquinário industrial. Em 1930 no governo de Getúlio Vargas, a defesa da indústria de base, como forma de promover a industrialização, passando a figurar de maneira sistemática na política oficial. Em 1940 as indústrias passam a incluir a produção de bens duráveis e bens de capital.

Surgimento de novos grupos sociais
Entre 1880 e 1920 deu-se o ínicio da formação da classe operária no Brasil, neste período houve também o surgimento da burguesia industrial sendo diferenciado em comparação à classe dominante. Até 1920 a maior parte da classe operária era constituída por imigrantes. Sendo italianos a maioria seguida por espanhóis e portugueses. Muitos italianos vinham para as lavouras de café, para logo depois mudarem para a cidade, os italianos posteriores se fixaram inicialmente nos centros urbanos.
Enquanto imigrantes chegavam, os grupos de negros recem libertados e trabalhadores nacionais,vagavam na cidade onde viviam em extrema miséria. A burguesia industrial era formada por produtores rurais, imigrantes que vinham trazendo seus próprios recursos, e comerciantes no final do século XIX e buscavam a maior valorização das indústrias. Algo que viria a acontecer na era Vargas, em 1930.

As condições de vida da classe operária dentro e fora das fábricas
Por não haver legislação social ou trabalhista na época, o operário trabalhava em um período de 10 e 16 horas, tanto mulheres como crianças, trabalhavam no mesmo ritmo, e caso o operário errase estava sujeito a punições castigos físicos, não tinham férias, não havia descanso semanal remunerado. As vilas operárias (os locais onde viviam os operários) em alguns casos, eram longes das fábricas, em locais não valorizados pelos negócios imobiliários, comiam mal e viviam com dificuldades, sem educação e sem lazer. Outras vila operárias eram construídas perto das fábricas, onde os operários estavam sujeitos a rígidos controles de suas vidas, que alcançavam a vida do operário dentro e até fora das fábricas. A classe operária constituiu-se como um grupo social diferente na Primeira República no interior da cultura urbana. Jornais e associações operária, clubes, teatro, música, bandas, grupos de ação cultural eram algumas manisfetações desta classe

Os caminhos da resistência quanto ao movimento operário
Os operários queriam aumentos salariais, e uma jornada de trabalho de 8 horas diárias, as greves ocorriam principalmente em São Paulo e Rio de Janeiro, e atingiam algumas categorias como gráficos, vidreiros, ferroviários e etc... Desde o século XIX os operários se organizavam em associações em que eles se autoajudavam em caso de necessidade, no regime republicano apareceram os sindicatos, que defendiam os interesses dos operários, uma delas foi a Confederação Operária Brasileira fundada em 1908. Muitos operários imigrantes conheciam as idéias socialistas, e aqui eles difundiam ela, mas até 1920 o que predominava era o anarquismo. Em 1922 foi criado o partido comunista que passou a ser o grupo mais forte no movimento operário, teve alguns movimentos operários que eram mais ativos durante o período de 1910, causando diversas greves. Em 1917 a partir de uma manifestação de operários de uma manufatura de tecidos de algodão chamada Crespi, aconteceu devido aos altos custo entre os bens de consumo e o alto desemprego, eles exigiam um aumento salarial de 25%, até que em uma manifestação de rua ocorrida em 9 de julho, José Martinez, de 22 anos, foi morto pela polícia. Foi o ponto de partida para uma greve geral mobilizando cerca de 70 mil pessoas, atingindo o Rio de Janeiro e espalhando-se por outras cidades, as reinvendicações foram atendidas mas o movimento continuou até o final da década, causando intensas perseguições, principalmente aos anarquistas. Nos anos de 1920 as greves baixaram, em 1930 sob o governo de Getúlio Vargas, a política se alterou dando novos traços para o movimento operário.

Está terminado a revisão quanto classe operária e indústria no Brasil 

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